Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

MARÉ ALTA

porque a liberdade está a passar por aqui

HTML tutorial

Parabéns à RTP pelo Festival da Canção

d6175dfe32e0c3ccb12ad3d303064bac.jpg

 

 

Na vida há poucas fronteiras que reconheço.

Conheço a minha fronteira que me limita temporalmente desde que nasci até que morra. Até que alguém descubra a vida eterna, é uma fronteira que partilho com todos os que viveram até este momento.

A outra fronteira que eu reconheço como tal, mas que ainda é partilhada por muito poucas pessoas no mundo e talvez demore a ser uma ideia padrão, é a fronteira da liberdade. A minha liberdade termina e começa na fronteira do ‘outro’.

O festival da canção é uma guerra diplomática disfarçada de entretenimento musical, uma guerra permanente entre quem está deste ou do outro lado da fronteira. Alias, a primeira noticia que li, no sapo magazine demonstra precisamente a indignação por Espanha não nos ter dado ponto nenhum. Com franqueza…

Uma música que parece um walkman com falta de pilhas merecia mais?

 Não estou de todo ligado a esta coisa do festival da canção desde que em Portugal temos mais de dois canais televisivos, e hoje, vejo tão pouca televisão…

E em rigor hoje também pouco vi…

De qualquer forma, quando foram anunciadas as músicas concorrentes, concedi uns minutos a escutar as canções para este ano. O youtube é fantástico nesse sentido. Posso ouvir o que quero, quando quero.

O estilo de música preferido seria da Hungria, mas se tivesse de votar, nunca votaria num país em que a democracia e a liberdade são mitos urbanos, e por isso, a escolha, para mim obvia, foi a música italiana.

Mesmo sendo português, eu nunca iria votar em consciência no ruido que os portugueses escolheram para nos representar. Desculpem, é mau e ficou provado pelas votações do publico, ainda que admire a capacidade de a rapariga chorar SEMPRE no fim da canção.

 

Bom, voltando…

Nunca pensei que Itália ficasse em 5º, sobretudo a partir do voto popular. A mensagem é de paz, contra guerras, contra atrocidades, contra um problema sobretudo italiano dos refugiados. Numa Europa cada vez mais virada para o inicio do século passado, onde o nacionalismo regressa, nunca pensei que fosse tão longe.

Ganhou Israel que levou uma galinha tipo pop Adele que musicalmente é aceitável, mas é Israel e a bandeira faz parte da equação.

Israel é um país promotor de conflitos e tem de ser condenado em todas as instâncias possíveis e imaginárias, até quando cantam. E se o consideram como uma democracia parlamentar, então o povo é co-responsável porque elege os seus líderes.

Porque é justo? O mundo não é justo e Israel não se preocupa com questões de justiça quando se põe aos tiros.

 

Quanto à organização portuguesa do Festival da Canção, eu liguei para a RTP precisamente no inicio da última música e a partir dai vi até que anunciaram a vitória de Israel. Depois tive de mudar pelos motivos que acima referi.

Devo congratular a RTP porque pareceu-me uma produção extraordinária e sendo que não tenho como comparar com as edições anteriores, os representantes dos júris dos diversos países foram tecendo largos elogios à organização, um inclusive disse que Portugal elevou muito a fasquia.

Parabéns RTP pelo excelente trabalho na organização do evento.

 

 

Fica a minha preferida: